Aprendi a apreciar o todo:
costumes que não se apressam,
culturas que honram o passado,
alimentos que alimentam mais que o corpo.
Meu pai, Mizuki Takato,
pintor de óleos e saudades,
trazia a terra natal para a tela:
o Monte Fuji em repouso eterno,
as sakuras em despedida suave,
bambus que se curvam sem quebrar,
bonsais que ensinam o valor do cuidado.
Também escrevia, lia, refletia.
Guardava mundos em palavras.
Ah, se o tempo soubesse preservar…
Hoje eu daria tudo
para ler o que pensava,
para compreender o autor que habitava seu silêncio.