Caminhos da Consciência
Por Sergio Yochiaki Mizuki
Caminhos…
Ah, os caminhos.
Caminhar — mas para onde?
Com quantas direções diante dos olhos,
com quantas vozes sussurrando verdades,
com quantas luzes acesas pela ciência,
pela história, pela tecnologia…
Ainda assim,
o homem caminha.
Caminha perdido.
Caminha sem destino.
Caminha como quem esqueceu
que pode escolher o próprio rumo.
Séculos passaram,
milênios se dissolveram no tempo,
e a humanidade — tão sábia, tão capaz —
ainda tropeça na própria consciência.
Por quê?
Por que, com tanto conhecimento,
ainda há tanta cegueira?
Por que, com tantas opções,
ainda há tanta indecisão?
Quem mostrará o caminho?
Quem ousará despertar o homem
de seu sono confortável de ignorância?
Ou será…
que ninguém precisa mostrar?
Talvez o caminho nunca tenha estado fora.
Talvez nunca tenha sido outro.
Talvez o destino não seja um lugar —
mas uma decisão.
E então,
quando o homem compreender
que ele mesmo é o início e o fim da jornada,
que a meta nasce dentro dele —
e só dele —
Ah…
talvez, enfim, ele caminhe.
E não apenas caminhe —
mas desperte.